Oi gente não poderia deixar de comentar sobre uma reportagem,que vi no fantástico sobre bijuterias. Nessa reportagem fala que as bijus contem um metal que e extremamente toxico ou seja, faz mal sim a saúde, comecei a pesquisar e vi em outros blogs também. Detalhe: rsrsrs não sei mesmo o que devo fazer com minhas bijus afinal compro bastante ne? Pois preso muito por coisas baratas... :( Pra todas vcs veem e estudarem mais sobre esse assunto ta ai a matéria sobre tudo isso bem direitinho , espero que gostem pois isso e importantíssimo! bjosssssa todos e vamos lá pra matéria...
Você compraria uma bijuteria sabendo que ela contém um metal extremamente tóxico, que pode fazer mal à saúde? Você usaria tranquilamente esse produto? Pois chegou ao Rio de Janeiro um carregamento com toneladas dessas bijuterias vindas da China. Produtos que seriam proibidos nos Estados unidos e na Europa. Mas, no Brasil, não existe lei sobre o assunto.
O convite parece irrecusável. Na porta da loja, bijuterias em promoção, anéis por menos de um real.
“A gente é mulher. A gente gosta de andar arrumadinha”, diz uma cliente.
Tem para todos os gostos. Centenas de modelos, basta provar e levar.
Sebastião revende as bijuterias no interior do estado do Rio.
“A mulherada quer andar cordãozinho, anel, brinco, quer andar bonita. Então a gente aproveita”, conta o comerciante.
Um passeio pelo comércio popular das grandes cidades brasileiras mostra a fascinação que as bijuterias provocam. As mulheres são atraídas pelo brilho e pelo preço das peças. Uma grande quantidade de brincos, colares e pulseiras vem da China. Segundo a Receita Federal, nos últimos cinco anos, o Brasil importou 29 mil toneladas de bijuterias chinesas.
De um comércio popular no Centro do Rio, voamos até o porto da cidade. Diante de tanto metal, tão barato, entrando no país, o sistema de risco aduaneiro da Receita Federal interceptou dois contêineres que chegaram da China com 16 toneladas de bijuterias. A suspeita era de fraude fiscal. Os importadores, que não tiveram os nomes divulgados, teriam declarado um valor abaixo do que as peças realmente valeriam.
“Solicitamos então um laudo de um perito para que nos fornecesse a composição dessas bijuterias para que dessa forma pudéssemos chegar ao preço praticado nessas bijuterias”, explico o inspetor-geral da Receita, Ricardo Lomba.
O processo fiscal não terminou ainda, mas os peritos da Receita já descobriram outros problemas. E o que está em risco é a saúde da população.
Cádmio é o nome de um metal muito tóxico que está a nossa volta. Liberado na queima de combustíveis, pode acabar sendo inalado por nós. Descartado no meio ambiente, pode acabar sendo ingerido em alimentos contaminados. Nos casos mais graves de acúmulo de cádmio no organismo, a pessoa pode desenvolver até câncer.
“Na linguagem popular, eu diria que é um veneno”, afirma uma toxicologista.
Uma amostragem de 24 bijuterias do carregamento apreendido foi analisada. Quatorze delas têm a presença de cádmio em níveis que assustaram os peritos.
As quantidades encontradas variam de 32% a 39% da liga metálica em anéis, colares e pulseiras. Para você ter uma ideia do risco, em 2010, os Estados Unidos retiraram do mercado milhares de bijuterias chinesas que continham o metal tóxico. O governo e a indústria americanos chegaram a um acordo e estabeleceram o limite de apenas 0,03% de cádmio em bijuterias.
Na União Europeia, a regra é ainda mais dura. Desde 2011, está proibida concentração superior a 0,01%.
No Brasil, a porcentagem de cádmio encontrada nas peças ainda retidas no porto do Rio é quase 4 mil vezes maior do que seria permitido na Europa. No laudo, os peritos "alertam para o risco da presença deste metal pesado para a saúde humana". A especialista confirma que o cádmio também pode ser absorvido pela pele.
“Existe absorção dérmica, absorção através da pele e, uma vez que essa substância é absorvida, penetra no nosso organismo e exerce seus efeitos tóxicos. O cádmio se acumula no rim, por isso que o rim é o órgão mais afetado. E a quantidade que é eliminada é cem vezes menor que a quantidade que é absorvida”, explica o toxicologista Nancy Barbi.
“Você tem, por exemplo, na região da orelha, uma dobrinha que sua mais, um contato em geral do brinco mais apertado. Então é uma área que ocorre maior absorção da substância”, afirma a dermatologista Denise Steiner.
A presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia adverte para o risco de contaminação das crianças. “Hoje a gente vê crianças utilizando bijuterias. Se a criança começar a mastigar aquilo ou deixar na boca um tempo maior, você aumenta um pouco o risco de penetração”, aponta.
A conclusão do laudo surpreendeu o inspetor chefe da Receita Federal no porto do Rio. “Diante dessa informação, nós procuramos os órgãos competentes que têm conhecimento sobre o assunto para que se manifestassem a respeito disso”, garantiu. ( Ta ai o link tbm pra que quizer assistir 1.glgobo.com/fantastico/noticia/2013/11/laudo-alerta-para-alta-concentracao-de-substancia-toxica-em-bijuterias.html)